Eternos.
Que perduram após a existência física.
Em que algures no tempo as almas trocaram juras.
É de manhã, ainda não são 8h00. E eles sentados, na cama, lado a lado olham para a janela. É assim sempre, todas as manhãs. Falam sobre tudo. A vida. O amor. A história. A família. A filha, o genro e os netos. Hoje recordam aquele encontro na Nau: ambos sentados ao balcão, nos bancos altos. Aí falaram das suas intenções e foi feito o pedido de casamento. Nessa altura, ainda não previam o quanto o amor iria crescer, fortalecer-se!
Hoje, 36 anos após o dia em que disseram que sim a uma vida conjunta, a um amor que se tornou eterno, continuam a passear de mão dada, Ele a dizer que “bonita que es! Amo-te” e Ela responde-lhe a sorrir “e eu a Ti”.
Ela vai para a cozinha preparar o pequeno-almoço, enquanto Ele senta-se na sua cadeira ao escritório em frente ao computador. Aí escreve-lhe uma carta de amor. 2 horas depois Ele vai comprar um ramo de flores que coloca a decorar a mesa para o almoço. Ela chega a casa com um bolo de aniversário. Como em todos os anos eles comemoram o amor que os une.
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