O dia nasceu com um sol brilhante, mas sente-se um leve vento fresco, como se tratasse de um leve suspirar do nosso amado que percorre todo o corpo. Estamos no mês de setembro e ela luta entre a correria da manhã para não chegar atrasada ao trabalho e o manter um despertar calmo e tranquilo ao seu filho. São 9h30 da manhã e já atrasada depara-se com uma imagem que lhe esmaga o coração. Está a conduzir, ao telefone do trabalho e nesse instante, sabe que do outro lado do telemóvel estão a falar com ela mas não ouve. A sua atenção ficou presa naquele casal. O senhor apoia firmemente com o seu braço direito a mulher pela sua cintura não muito estreita e com a mão esquerda o braço direito. A mulher a cambalear e sem forças tenta atravessar aquela estrada inclinada que vem das urgências do hospital com a ajuda do homem, ele dirige-a para um lado e ela inclina-se para outro e sem motivo aparente, o braço direito da mulher que estava pendurado ao longo do seu corpo...