Uma palavra e tantos significados na minha vida atual.
Estive ausente deste meu cantinho mais de um mês.
Já pensei escrever em vários momentos, em datas específicas, mas por algum motivo ainda não tinha sentido que era o momento.
Não partilho muito da minha vida privada, simplesmente porque não, até nas minhas redes sociais pessoais é raro partilhar. Porque sou assim. Muito menos partilho os que amo, até porque uns não têm redes sociais e os que têm são muito zelosos da sua privacidade.
No passado dia 4 de novembro, de forma inesperada a minha mãe faleceu. Ela tinha uma doença óssea já há muitos anos e nos últimos (quase 3 anos), viu-se com uma insuficiência renal, devido a toda a medicação que foi tomando ao longo da vida pelas dores ósseas que tinha. Nunca fez hemodiálise, porque o médico sugeriu-lhe alterar para uma alimentação isenta de proteína animal. Como podem calcular, para uma mulher de Peniche, esta transição foi difícil mas como em tudo na vida dela, ela fê-lo com um sorriso na cara.
A minha mãe foi uma cuidadora! Cuidou de todos com muito amor, dedicação e sem esforço!
Foi uma guerreira, os médicos questionavam-se como ela ainda conseguia andar.
No dia em que morreu, ainda foi trabalhar na sua lojinha e conduziu.
Ela estava mal disposta e com a tensão baixa. E foi isto.
Nessa manhã, eu e o Miguel falamos com ela. E o neto disse-lhe “Bom dia avó!”.
Antes de eu sair de minha casa para ir para Peniche, as últimas palavras dela para mim foram:
- “filha tas calma?!”
- “sim mãe! Fica descansada: eu estou bem!”
Quando cheguei a Peniche, tinha 2 ambulâncias do INEM, e uma normal à porta e casa. As portas abertas. A minha mãe estendida no corredor de casa a ser reanimada.
Como a minha māe me pediu mantive-me calma. Tal como ela me ensinou nos últimos 34 anos.
Ao dia de hoje, estou grávida de 23 semanas e 3 dias.
Daí a preocupação dela, em eu estar tranquila.
De certo que irei escrever mais, mas hoje não.


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