Hoje por volta das 8h00 assisti a uma situação que me deixou muito
incomodada, angustiada, pensativa, nem sei mais o quê.
Estava eu no trânsito e apercebo-me que o condutor de um carro que estava
perto de mim, se encontrava muito impaciente e inquieto. Naquele carro, no
pendura ia a mulher e atrás dois filhos, com idades aproximadas dos 4 e 9
anos.
Aquele pai gritava com a mãe de uma forma que não foi preciso reduzir muito
o som do rádio para o ouvir. A mulher mal falava. Quando ele se exaltou ainda
mais, começou a bater no tablier do carro. O filho mais novo tapava os ouvidos
com as suas pequenas palmas das mãos, o mais velho abraçou-o e fez-lhe festas
na cabeça.
O que me veio à cabeça? Muitos pensamentos e perguntas!
- Como ia
ser o restante dia daquelas crianças. Muito provavelmente vão ter atitudes
na escola, ATL, ou para onde quer que vão, que ninguém vai entender. Ou irão
estar muito chorões e apáticos. Ou revoltados. E quem se cruzar com
aquelas criança, possivelmente, não vai compreender que aquelas atitudes
advém de algo.
- Aquela
mulher, enfim nem sei. Provavelmente vai para o trabalho também num estado
emocional muito complicado.
- Aquele
homem? O porquê daquelas atitudes? Assistiu ao mesmo com os pais
dele?
Eu tenho um filho rapaz e algo que queremos muito, eu e o pai, é que ele
entenda que tem que respeitar tanto homens como mulheres. Que por muito que se
veja numa situação complicada a violência física, psicológica e emocional não
são soluções!
Atualmente, fala-se muito do apoio à vítima. Mas, não descurando desse apoio,
considero FUNDAMENTAL a prevenção! Como? Na forma como educamos os nossos
filhos (meninos e meninas). Têm que respeitar o outro, fazerem-se respeitar e
não permitirem faltas de respeito. As escolas, ATLs, clubes desportivos, catequeses,
entre outra atividades devem estar atentos aos comportamentos das crianças para
conseguirem sinalizar situações como estas e encaminharem ou darem o devido
apoio. Nós, no quotidiano, devemos andar mais com a cabeça levantada e
conscientes do que se passa à nossa volta e agirmos.
O que fiz perante esta situação?
Não o vou dizer. No entanto, garanto que fiz o que considerei ser adequado
e me permitiu ficar de consciência o mais tranquila que me foi possível.
Respiremos antes de qualquer discussão e pensemos nas consequências para
nós e para os que nos rodeiam.
Até breve,
Maria
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